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História


            Sucessor do Passat na Alemanha, o Santana nasceu no Brasil três anos depois de lançado na Europa. Moderno e bonito, o carro possibilitou a VW um espaço no segmento dos modelos de luxo, nicho que a empresa não tinha grande intimidade 
            O Santana foi lançado na Europa em 1981. No inicio era um modelo a mais na linha VW, utilizando a mesma plataforma básica do Passat, que - aproveitando o lançamento do Santana - também foi reestilizado por lá. Porém cerca de dois anos depois o luxuoso seda perdeu sua identidade como produto e ganhou a nomenclatura Passat, passando a ser a versão de três volumes dessa linha. Um estranho caso de marketing. 
            No Brasil o Santana foi lançado em 1984, como modelo 1985, em três versões de acabamento e três de carroceria; de acabamento existiam a CS (básica), CG (inter-mediaria) e CD, a mais luxuosa. Em termos de carroceria havia a de duas portas, de quatro portas e station de quatro portas, a Quantum. Curiosamente essa perua não era oferecida com o acabamento top CD.

Santana modelo 1984 - 89

Quantum modelo 1984 - 89

            Quanto a motorização, o Santana contava com o motor 1.8 a álcool ou gasolina.
            O cambio era de cinco marchas com acionamento manual, mas havia a opção de uma transmissão automática 
(foto do câmbio) de três velocidades. Entre os destaques desse modelo estavam os equipamentos de serie na versão CD, como vidros, espelhos e travas com acionamento elétrico, vidros verdes e degrade na dianteira, rodas de liga leve, lavadores de farol, faróis de neblina sob o pára-choque etc.
            A primeira mudança estética do Santana ocorreu em 1987 (ano-modelo), quando o carro recebeu novos pára-choque e nova nomenclatura. O mais luxuoso passou a se chamar GLS, o intermediário passou a ser o GL e o básico viria a ser o CL. Alem disso, o GLS ganhou novos faróis dianteiros e os piscas foram deslocados para o pára-choque. Opcionalmente o GL poderia vir com rodas de aro 14 (as mesmas do Gol GT, mas pintadas inteiramente de prata) e com os frisos pretos. O mesmo valia para a Quantum. 
            Em 1988 ocorre a principal mudança mecânica do Santana, com a introdução do motor 2000 - com 125 cv na versão movida a álcool. Mesmo assim o motor 1.8 continuou disponível na linha toda exceto na top de linha GLS o que vem acontecendo ate hoje.

            Em fins de 1989 a VW apresenta o Santana EX, uma versão bastante luxuosa e que foi a primeira no pais a usar Alcântara - um couro sintético imitando Antílope e que e mais caro que o couro natural - na forração de um modelo. Esses bancos opcionais eram um dos destaques do carro, mas sem duvida seu grande atrativo era o sistema de Injeção LE- Jetronic da Bosch, o mesmo encontrado no Gol GTi da época. Pena que esse Santana só foi feito sobre a carroceria antiga. não houve Quantum EX, o que também foi lamentável. Esse modelo de carroceria de Santana, por sua vez, duraria ate 1991. 
            Nesse ano foi lançado o Santana já com o visual renovado: frente e traseira foram resenhados, mas as portas permaneceram as mesmas do modelo anterior, denunciando a idade do carro. Em 1992 é a vez da Quantum, que também recebeu a mesma frente do Santana e uma nova traseira, mais arredondada e moderna.

Santana modelo 1991-97

Quantum 1998 - 02

 

            Em 1997, novamente o Santana passa por uma cirurgia e ganha novos faróis e grade, nova tampa traseira (assim como as lanternas), alem de perder o quebra-vento das portas. Em 1998 a Quantum sofre as mesmas modificações.
            Essas modificações são curiosas, pois aproveitam quase toda a lataria do modelo antigo, sendo muito mais baratas para a montadora.

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